Copaíba se posiciona sobre a pauta da Mata Atlântica na COP 30

Copaíba se posiciona sobre a pauta da Mata Atlântica na COP 30

Publicado em: 31 de outubro de 2025

Associação reforça a importância de políticas públicas, engajamento social e ações concretas para a preservação da Mata Atlântica durante a Conferência

A Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos em biodiversidade do planeta, enfrenta desafios cada vez mais críticos diante das mudanças climáticas. Com apenas 12,4% de sua cobertura original preservada, o bioma é fundamental para a regulação hídrica, o sequestro de carbono e a manutenção da biodiversidade. Sua degradação representa não apenas uma perda ecológica irreversível, mas também um risco direto à resiliência climática e à qualidade de vida de milhões de brasileiros.

Nesse contexto, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá no próximo mês em Belém, Pará, surge como um fórum estratégico para discutir e implementar ações concretas voltadas à preservação da Mata Atlântica. Entre os dias 10 e 11 de novembro, o evento abordará temas como Adaptação, Cidades, Infraestrutura, Água, Resíduos, Governos Locais, Bioeconomia, Economia Circular e Turismo, lançando as bases para a prontidão e resiliência climática em diferentes sistemas, setores, comunidades e regiões.

A Copaíba, associação ambiental com 26 anos de atuação, tem a Mata Atlântica no centro de sua missão institucional, dedicando-se integralmente à conservação e à restauração desse bioma. As duas bacias hidrográficas onde a organização atua — as bacias dos rios do Peixe e Camanducaia — estão totalmente inseridas no bioma Mata Atlântica, o que reforça o compromisso direto da entidade com sua preservação.

Integrante de iniciativas como o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica e associada à Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA), a Copaíba defende que, especialmente neste fórum, as autoridades reconheçam a urgência de políticas públicas robustas e estratégias de governança capazes de apoiar concretamente a conservação e a recuperação do bioma. Para a associação, a COP30 deve ser um espaço para consolidar ações efetivas de preservação, incluindo a criação de mecanismos de financiamento para restauração ecológica, incentivos à pesquisa aplicada, monitoramento científico participativo e a integração da Mata Atlântica aos planos nacionais de mitigação e adaptação climática.

Além de políticas e financiamento, a Copaíba ressalta que a participação ativa da sociedade civil, de organizações ambientais e do setor privado é crucial para que as metas de conservação sejam alcançadas. A associação acredita que a mobilização comunitária e a educação ambiental são pilares para garantir que a restauração do bioma não seja apenas um compromisso legal, mas uma prática sustentável e permanente.

Esperamos também que a Conferência da Mata Atlântica, realizada como parte da COP dos Biomas, contribua para fortalecer a governança climática no Brasil e evidencie a importância do bioma na agenda climática nacional. A Casa da Mata Atlântica, iniciativa da Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA) — da qual a Copaíba é associada —, terá papel fundamental como espaço dedicado à voz do bioma durante a COP30, promovendo ações coletivas e debates sobre estratégias de conservação, restauração e valorização econômica sustentável.

Diante desse cenário, a Copaíba manifesta seu apoio integral à inclusão da Mata Atlântica na pauta da COP30. A restauração ecológica do bioma é essencial para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, garantir serviços ambientais vitais e fortalecer a biodiversidade. A associação reforça que somente por meio de políticas públicas efetivas, engajamento social e cooperação entre diferentes setores será possível assegurar um futuro sustentável para a Mata Atlântica e, consequentemente, para o planeta.

A COP30 representa, portanto, uma oportunidade histórica. Mais do que discutir metas e números, é o momento de traduzir compromissos em ações concretas, garantindo que a Mata Atlântica deixe de ser apenas uma pauta simbólica e se torne uma prioridade concreta na agenda climática brasileira e global.

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