Primeira fase do programa Condomínio Mata Atlântica realiza o plantio de 2,4 mil mudas
Primeira fase do programa Condomínio Mata Atlântica realiza o plantio de 2,4 mil mudas
Primeira fase do programa Condomínio Mata Atlântica realiza o plantio de 2,4 mil mudas
Iniciativa da Associação Copaíba prevê que, a cada R$15 doados, 5m² de floresta sejam restaurados
Com o objetivo de restaurar cerca de 15.000 m² da floresta que compõem a Mata Atlântica, a Associação Ambientalista Copaíba — instituição sem fins lucrativos, qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) e sediada no município de Socorro — instituiu o projeto Condomínio Mata Atlântica, dedicado a criar oportunidades para que a população possa participar de projetos de restauração, de forma facilitada, através da doação de recursos financeiros convertidos em áreas reflorestadas que beneficiam a fauna e flora do bioma.
Com o apoio do Programa Raízes do Mogi Guaçu e a ONG One Tree Planted, ao longo dos últimos meses, a Copaíba arrecadou recursos o suficiente para atuar na restauração da Mata Atlântica com plantas nativas e de forma estratégica para a proteção da fauna, da flora, dos rios e de outros componentes que integram a biodiversidade da área.Em janeiro de 2025, o programa conclui sua primeira fase, com o plantio de aproximadamente 2.400 mudas, que contribuíram para a restauração de 1,33 hectares e a proteção de 770 m de margem do rio.
De acordo com Lígia Soares, mobilizadora de recursos da Copaíba, a iniciativa foi desenvolvida para dialogar com uma tendência observada na sociedade brasileira atual, em que uma crescente parcela da população tem buscado em condomínios proteção contra a falta de segurança. “Imagine um lugar onde cada árvore é um apartamento, e toda a floresta é um condomínio exuberante e cheio de vida. Com as recentes queimadas e a crescente fragmentação da floresta, a busca diária por um novo lar e alimentos tornou-se ainda mais urgente. Os animais da Mata Atlântica não podem ficar parados, famílias inteiras precisam se mudar de um fragmento de floresta a outro, mas esses fragmentos estão cada vez menores e mais isolados. É preciso que atuemos em conjunto para evitar que a fauna e flora sigam sendo ameaçadas”, explica.
Como destaca Lígia Soares, mobilizadora de recursos da Copaíba, a concepção do projeto é promover o trabalho conjunto para fomentar a reconstrução de espaços capazes de abrigar milhares de espécies.
* Nota: agradecemos a todas as pessoas que doaram recursos para a primeira etapa do trabalho, com destaque à Patrícia Helena Fernandes Dias, que fez a maior contribuição para a campanha e terá direito a uma visita guiada na área em restauração.
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