Manter a terra viva é a única saída para a crise hídrica global
Manter a terra viva é a única saída para a crise hídrica global
Dia Nacional da Conservação do Solo: Manter a terra viva é a única saída para a crise hídrica global
No dia 15 de abril, o Brasil celebra o Dia Nacional da Conservação do Solo, que em 2026 ganha um significado de urgência ainda maior diante do recente relatório da ONU que aponta para um estado de falência global de recursos hídricos. Por esse motivo a Associação Ambientalista Copaíba reforça a necessidade de conservação do solo para garantir segurança hídrica para todos.
O solo como infraestrutura hídrica
O solo funciona como uma “esponja” natural. Quando está saudável, coberto por vegetação nativa e livre de compactação, ele permite que a água da chuva infiltre e abasteça os lençois freáticos. Sem essa proteção, a água escorre superficialmente, causando erosão, assoreamento de rios e impedindo a recarga das nascentes que abastecem as cidades.
De acordo com Ana Paula Balderi, coordenadora da equipe de restauração ecológica da Copaíba, que atua há quase três décadas na restauração da Mata Atlântica nas bacias dos rios do Peixe e Camanducaia, a restauração é a ferramenta mais eficiente para garantir água. “O solo conservado é o maior reservatório de água doce que temos. Quando degradamos a terra com queimadas, pastagens mal manejadas ou desmatamento, estamos, na prática, secando nossas torneiras a longo prazo”, afirma Ana Paula.
Ações Locais, Impacto Global
O alerta da ONU sobre a falência hídrica global ressalta que a gestão tradicional, focada apenas em grandes reservatórios de engenharia, já não é suficiente. A conservação do solo surge como a solução baseada na natureza mais resiliente para enfrentar períodos de seca extrema e garantir a produção de alimentos e o consumo humano.
De acordo com Ana Paula existem quatro pontos chaves que precisam ser trabalhados para a conservação do solo e garantia de segurança hídrica, que são:
- Recuperação de APP (Áreas de Preservação Permanente): Proteção de margens de rios evitando o assoreamento dos rios;
- Restauração Florestal: Raízes ajudam na infiltração e manutenção da umidade;
- Manejo Sustentável: Técnicas que evitam a exposição direta e o esgotamento dos nutrientes da terra;
- Técnicas de conservação: como o cordão em nível, que evita que a água da chuva escorra pelo solo, controlando a erosão, mantendo a parte fértil do solo e permitindo maior infiltração da água dentro da propriedade.
A Copaíba destaca que a conservação do solo na região das bacias dos Rios Camanducaia e Peixe é estratégica para o abastecimento de milhões de pessoas. O trabalho de monitoramento e apoio aos proprietários rurais para a implementação de técnicas de conservação e plantio de mudas nativas é o que garante que, mesmo em tempos de crise climática, o ciclo da água não seja interrompido. Conheça o trabalho de restauração da Copaíba visitando nosso site.
Copaíba
A Associação Ambientalista Copaíba é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), sem fins lucrativos, com sede no município de Socorro (SP), que atua desde 1999 com a missão de conservar e restaurar a Mata Atlântica nas bacias dos rios do Peixe e Camanducaia. Presente em 19 municípios dessa região, a Copaíba desenvolve ações integradas nas áreas de política públicas, educação ambiental, produção de mudas nativas e restauração ecológica promovendo a reconexão das pessoas com a natureza e contribuindo para a proteção dos recursos naturais, em especial da água e da biodiversidade.
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